O agravamento das tensões sociais e da crise financeira levou o rei Luís XVI a convocar os Estados Gerais (ou Cortes, onde estavão representados a nobreza, o clero e o Terceiro Estado), o que acontece pela primeira vez nos últimos 150 anos.
O terceiro estado é representado na sua maioria por burgueses. De imediato, porém, surgiu o problema de como se fariam as votações. Isso porque, de acordo com a tradição, os três estados reuniam-se separadamente e cada estado dava seu voto. Se as votações continuassem a ser feitas dessa forma, o clero e a nobreza votariam juntos e nada mudaria - ainda que alguns nobres e clérigos apoiassem as reformas. O terceiro estado exigiu que a votação fosse realizada por representantes e não por estado. As discussões se arrastaram por um mês, mas não se chegou a acordo algum. O terceiro estado, então, decidiu se separar dos Estados Gerais e proclamar-se Assembléia Nacional, com o objetivo de extinguir os privilégios da nobreza e do clero a dar à França uma Constituição conforme os ideais do Iluminismo. Luís XVI tentou impedir a iniciativa, proibindo o encontro. Mesmo assim, os representantes se reuniram e, por fim, os outros dois estados se aliaram ao terceiro estado para formar a Assembléia Nacional Constituinte. O terceiro estado havia triunfado. Começa assim uma revolução!
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